Os cientistas de Ghent encontraram a causa da fibromialgia?

NOTÍCIAS Mais e mais cientistas estão localizando a causa da misteriosa doença fibromialgia no cérebro e, de acordo com um novo estudo feito por cientistas de Ghent, o cerne do problema está especificamente na região do cérebro, a ínsula. A pesquisa flamenga fornece uma explicação para o amplo padrão de queixas dos pacientes com fibromialgia e pode abrir a porta para tratamentos inovadores.
 Estima-se que cerca de 3 a 6% da população mundial sofra de fibromialgia. Os pacientes sofrem de dor crônica, rigidez muscular geral e aumento da sensibilidade em várias áreas específicas do corpo – os chamados pontos de pressão. Outros sintomas comuns são fadiga, dor de cabeça, distúrbios do sono, queixas intestinais, ansiedade e estresse, problemas de concentração e sensibilidade às mudanças de temperatura.

Em parte porque existem tantos sintomas diferentes, é difícil para os cientistas determinarem o mecanismo físico subjacente à doença, que também é muito controversa no mundo médico. Como resultado, fazer o diagnóstico é um processo muito complicado, os pacientes muitas vezes enfrentam muitos mal-entendidos e nenhum tratamento concreto para a doença em si está disponível. As queixas podem ser combatidas com, entre outros, certos medicamentos, repouso adequado, movimentos (moderados), exercícios de relaxamento e suporte terapêutico.

Área específica do cérebro

Nos últimos anos, mais e mais cientistas se convenceram de que a chave para encontrar uma cura está no cérebro. Vários estudos promissores já surgiram sobre os efeitos da estimulação magnética transcraniana (TMS) em pacientes com fibromialgia. Com a TMS, uma corrente elétrica é gerada no cérebro, à qual as células cerebrais respondem.

Cientistas da UZ Gent e da UGent agora acham que encontraram uma causa específica para a fibromialgia no cérebro. De acordo com eles, a condição se deve a um desequilíbrio de certos produtos químicos chamados neurotransmissores na área do cérebro chamada ínsula. A ínsula é responsável pela análise dos estímulos sensoriais e também está envolvida nas experiências de dor e nas respostas emocionais e comportamentais à dor. 

Relação com outras síndromes

De acordo com os cientistas de Ghent, sua hipótese explica por que os pacientes com fibromialgia têm de lidar com tantos sintomas diferentes. Também fornece uma explicação para a ligação com uma série de outras síndromes comuns nesses pacientes, como intestino irritável, apneia obstrutiva do sono e fadiga crônica. Os cientistas também estabeleceram uma ligação entre os distúrbios da ínsula e a ocorrência da patologia da fibra fina, que se refere a danos nas fibras nervosas finas e pode causar dor, formigamento ou distúrbios sensoriais.

Esperança de tratamentos

Claro, mais pesquisas são necessárias sobre essa hipótese e resta saber se ela pode realmente fornecer novos tratamentos para a fibromialgia. Os pesquisadores já apontam para resultados esperançosos de testes com neuromoduladores medicinais, dispositivos que entregam pequenos sinais elétricos a um nervo. Passos importantes também podem ser dados no uso da estimulação cerebral. Além dessas intervenções inovadoras, sempre será importante que os pacientes, por exemplo, também façam exercícios e descansem o suficiente. 

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